Todos sabiam que o Mestre discursava sobre tudo. Desde os assuntos mais banais aos mais profundos e metafísicos. De sua vida particular ninguém conhecia exclusivamente nada.
Um silêncio irremovível cobria sua existência. Nunca em momento algum, mesmo naqueles de festas familiares ou entre amigos, ele comentou alguma coisa ou fato íntimo de si mesmo.
Mas sempre existe aquela pessoa com suas perguntinhas indiretas e inconvenientes. São os chamados investigadores de trincheiras. Sem menos esperar, eles emergem a superfície como peixes famintos.
Mas é preciso se cuidar, pois peixes famintos podem encontrar também na linha horizontal, vorazes gaivotas esfomeadas.
Rabino Youssef sempre foi muito educado. Dizem que ele contava até trinta e três antes de dar uma resposta a alguma pergunta incômoda. Somando a esta atitude, sua inteligência, sabedoria e conhecimento, certamente que a resposta deveria ser uma lição fulminante.
Pois foi justamente isto que aconteceu. Comemorava uma Santa Páscoa com sua comunidade, quando alguém lhe perguntou:
“Rabino, quando foi que o senhor teve certeza absoluta que amava profundamente à sua esposa?”
Durante quase um minuto, o Mestre com seus olhos cor de mel, olhou bem no fundo dos olhos do curioso e respondeu:
“No dia em que eu não possuía mais nada para dar a ela!”
“Entendi, Rabino! O senhor fingiu-se de pobre, para experimentar se ela gostava mesmo do senhor!”
“Não, não foi fingimento! Eu já não tinha mais nada para dar a ela! Eu havia lhe dado tudo o que tinha, mas não pude lhe dar tudo!”
“Como o senhor deu tudo e não pode dar tudo? Que coisa estranha é esta?”
“Filho, eu doei tudo para mim esposa. Dei meus bens, meu tempo, uma família, amor, dedicação, admiração, respeito, paciência, veneração e tudo que é de qualidade humana!
Mas foi ela quem me ofereceu muito mais. Através dela conheci o amor. Só isto valeria por tudo que eu dei a ela. Por ela aprendi a ser humilde. Por ela aprendi a ser paciente. Por ela aprendi a ser dedicado e humano.
Com ela aprendi a grandeza de banhar-me ao sol de manhã. Com ela aprendi a maciez das flores. Com ela aprendi que há lugares lindos e maravilhosos para visitar.
Com ela aprendi que uma casa fica mais bela apenas com um toque de ternura.
Dela eu recebi tudo!”
Antigos conhecimentos do povo de Israel, que servem para avaliar inclusive a atualidade. Ajudam no crescimento espiritual e material.
sábado, 26 de outubro de 2013
RABINO YOUSSEF FALA COM TERNURA SOBRE O AMOR
Todos sabiam que o Mestre discursava sobre tudo. Desde os assuntos mais banais aos mais profundos e metafísicos. De sua vida particular ninguém conhecia exclusivamente nada.
Um silêncio irremovível cobria sua existência. Nunca em momento algum, mesmo naqueles de festas familiares ou entre amigos, ele comentou alguma coisa ou fato íntimo de si mesmo.
Mas sempre existe aquela pessoa com suas perguntinhas indiretas e inconvenientes. São os chamados investigadores de trincheiras. Sem menos esperar, eles emergem a superfície como peixes famintos.
Mas é preciso se cuidar, pois peixes famintos podem encontrar também na linha horizontal, vorazes gaivotas esfomeadas.
Rabino Youssef sempre foi muito educado. Dizem que ele contava até trinta e três antes de dar uma resposta a alguma pergunta incômoda. Somando a esta atitude, sua inteligência, sabedoria e conhecimento, certamente que a resposta deveria ser uma lição fulminante.
Pois foi justamente isto que aconteceu. Comemorava uma Santa Páscoa com sua comunidade, quando alguém lhe perguntou:
“Rabino, quando foi que o senhor teve certeza absoluta que amava profundamente à sua esposa?”
Durante quase um minuto, o Mestre com seus olhos cor de mel, olhou bem no fundo dos olhos do curioso e respondeu:
“No dia em que eu não possuía mais nada para dar a ela!”
“Entendi, Rabino! O senhor fingiu-se de pobre, para experimentar se ela gostava mesmo do senhor!”
“Não, não foi fingimento! Eu já não tinha mais nada para dar a ela! Eu havia lhe dado tudo o que tinha, mas não pude lhe dar tudo!”
“Como o senhor deu tudo e não pode dar tudo? Que coisa estranha é esta?”
“Filho, eu doei tudo para mim esposa. Dei meus bens, meu tempo, uma família, amor, dedicação, admiração, respeito, paciência, veneração e tudo que é de qualidade humana!
Mas foi ela quem me ofereceu muito mais. Através dela conheci o amor. Só isto valeria por tudo que eu dei a ela. Por ela aprendi a ser humilde. Por ela aprendi a ser paciente. Por ela aprendi a ser dedicado e humano.
Com ela aprendi a grandeza de banhar-me ao sol de manhã. Com ela aprendi a maciez das flores. Com ela aprendi que há lugares lindos e maravilhosos para visitar.
Com ela aprendi que uma casa fica mais bela apenas com um toque de ternura.
Dela eu recebi tudo!”
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
É possivel ir além do perdão?
O Rabino Youssef um dia recebeu um telefonema muito peculiar e interessantíssimo.
Antes de tratarmos deste diálogo vamos relatar um fato acontecido umas semanas antes deste contato telefônico.
Este Rabino tem uma forma de falar muito simples. Inclusive ele costuma afirmar que existem várias linguagens. Tem uma que é materna, pois são aqueles primeiros sonidos vindos de nossa mãe a nos ninar em seus braços e toda a comunicação que ela foi construindo com a gente à medida que crescemos.
Outra forma de linguagem é a de nossa aldeia e dentro dela a de nosso costume familiar. Existe outra que é nacional. Com os tempos construímos nossa própria linguagem.
Dentre todas elas, o Rabino quando conversava com as pessoas, falava da forma mais simples possível. Porém, quando escrevia, era um príncipe no capricho com a mensagem e o texto.
Também quando falava em público encantava a plateia.
Um dia conversando com um grupo de pessoas, estando bem à vontade, um senhor passou perto do Rabino e corrigiu-o dizendo que ele deveria falar de outra forma.
O Rabino respondeu-lhe explicando que na forma de comunicar, ele procurava ser o mais simples possível. Seu cuidado textual se restringia a quando falava em público ou redigia um texto. O que não acontecia com o seu crítico.
O senhor como resposta falou que o Rabino não passava de um tagarela de esquina.
O Rabino apenas olhou para o mesmo e abaixou sua cabeça, pedindo a Ha Shem que acalmasse a fúria daquele homem.
Passaram-se uns dias e seu telefone tocou. Atendeu. Era o homem que o insultou. Este lhe pediu desculpas. O Rabino perguntou-lhe:
“O senhor lembrou-se hoje dos seus pais?”
“Claro Rabino, eu penso neles de vez em quando!”
“E dos seus avós, o senhor lembrou-se deles nesta semana?”
“Não, Rabino, eu só conheci minha avó materna e raras vezes me lembro dela?”
“E dos seus bisavós e tataravós?”
“Não, Rabino, eu nem sei o nome deles!”
“Mas eles existiram, verdade?”
“Sim, Rabino, é óbvio!”
“E não sabe nem quem foram eles”? Foram seres humanos como todos nós. Agora são cinza! Meu irmão eu o perdoo de todo o meu coração e que você me perdoe se acaso cometi alguma falta contra você. Somos todos humanos, falíveis e passageiros. Somos pó, na condição corporal, e como pó voltaremos ao nada!
Não existe condição alguma de guardar raiva de alguém. Um dia ninguém se lembrará de que existimos!”
“Rabino, muito obrigado! O senhor me libertou de uma dor de consciência!”
“Filho, existe outra coisa a pensar. Saia deste foco. Esqueça esta cena. Não fique preso a este acontecimento. Lembre-se de tudo que o senhor já viveu. Recorde as coisas boas que fez. Não fique remoendo estes fatos. A sua vida não se restringe somente a isto. Agora você tem o perdão e o caminho da liberação!”.
domingo, 9 de junho de 2013
RECUPERANDO O PARAÍSO COM EVA AMARAL
Faz muito tempo que não escrevo neste blog. Mas ao ler esta manhã no www.francomacom.blogspot.com.br e no www.tronodesalomao.blogspot.com.br as homenagens feitas a EVA AMARAL, não posso deixar de pronunciar-me. Neste ser maravilhoso de nossa querida Espanha encontra-se todo o acervo concentrado de nossa cultura e de nossa herança milenar. O blog francomacom falou por todos nós. Segue abaixo uma música que muito me faz feliz, da nossa querida artista genial. Assim como a tradução. Algum pequeno erro, perdón. Abraços a todos. Shalom!!! HASTA SIEMPRE!!!
Rosa de La Paz
Cuando el mundo entero estalle,
Será demasiado tarde
Para reencontrarnos con las leyes naturales
Si hemos roto con los bosques,
Si hemos roto con los mares,
Con los peces, con el viento que nos hizo libres
Como niños chicos en la oscuridad,
Así estamos todos bajo el mismo vendaval
Mi rosa de la paz,
Vieja rosa con heridas,
Siento cuando me acaricias frío
Y no sé dónde estás,
Mi rosa de la paz
Mira que te siento lejos,
Yo te busco y no te encuentro ahora
Mi rosa de la paz
¿qué diría de este mundo
Un viajero del futuro,
De un planeta más allá de las estrellas?
Si hemos roto con los bosques,
Roto nuestras propias voces
Y aunque nadie escuche, aún se oyen
Con nosotros mismos, con la eternidad,
Porque estamos todos bajo el mismo vendaval
Mi rosa de la paz,
Vieja rosa con heridas
Siento cuando me acaricias frío
Y no sé dónde estás,
Mi rosa de la paz,
Mira que te siento lejos,
Yo te busco y no te encuentro ahora
Mi rosa de la paz
Cuando el mundo entero estalle,
Sea demasiado tarde,
Ya no queden rosas para nadie
Yo estaré contigo rosa de la paz
Como niños chicos
Cuando acabe el vendaval mi rosa de la paz,
Vieja rosa con heridas
Siento cuando me acaricias frío
Y no sé dónde estás,
Mi rosa de la paz,
Mira que te siento lejos,
Yo te busco y no te encuentro ahora
Mi rosa de la paz
Mi rosa de la paz
Rosa da Paz
Quando o mundo inteiro esplodir
Será muito tarde
Para reencomtrarmos com as leis naturais
Se acabamos com florestas
Se acabamos com os mares
Com os peixes, e com o vento que nos fez livres
como crianças pequenas na escuridão
Assim estamos todos debaixo do mesmo ventaval
Minha rosa da paz
Velha rosa com feridas
Sinto frio quando me acaricia
E não sei onde esta
Minha rosa da paz
Te olho e te sinto de distante
Te busco e não te encontro agora
Minha rosa da paz
Qué diria desse mundo um viajante do futuro?
De um planeta além das estrelas
Se acabamos com florestas
Acabado com nossas proprias vozes
E quando ninguem esculta, ainda ouço
Com nos mesmos, com a esternidade
Por que estamos debaixo do mesmo ventaval
Minha rosa da paz
Velha rosa com feridas
Sinto frio quando me acaricia
E não sei onde esta
Minha rosa da paz
Te olho e te sinto de distante
Te busco e não te encontro agora
Minha flor da paz
Quando o mundo inteiro esplodir
Será muito tarde
Já não restam mas rosas para nada
Eu estari com você rosa da paz
Como Crianças pequenas
Quando acaba o ventaval minha rosa da paz
Minha rosa da paz
Velha rosa com feridas
Sinto frio quando me acaricia
E não sei onde esta
Minha rosa da paz
Te olho e te sinto de distante
Te busco e não te encontro agora
Minha rosa da paz
Minha rosa da paz
domingo, 14 de abril de 2013
UM ENSINAMENTO PARA TODA A VIDA
O Rabino Youssef estava demasiadamente preocupado naquela tarde de outono. Com os olhos fixos na janela, mergulhava em profundos pensamentos.
Sempre quando ele se preocupava com alguma coisa demonstrava este comportamento. Parava, sossegava todos os movimentos como se fosse uma estátua e olhava para um ponto qualquer sem movimentar os olhos.
Mas naquele dia, seu comportamento incomodou a sua própria secretária. Miriam chegou a pensar em enfarte, AVC ou qualquer outro sintoma, fosse lá uma paralisia total.
Passou várias vezes em sua frente para ver se ele voltava a si. Chegou ao limite, chamado ponto final.
“Rabino, o senhor está passando mal?”
“Não, minha filha. Não só eu, mas todos nós estamos passando mal!”
“Nós? Eu estou muito bem. Como posso estar passando mal?”
“Está bem? Então não está no mesmo mundo onde estou! Olhe como as coisas vão mal. O mundo precisa demais de nós. Não podemos deixar para depois.
O homem se tornou altamente individualista. Cada indivíduo só pensa em si mesmo hoje em dia. Tudo o que faz é para si mesmo. Não importa mais ninguém. Só importa consigo mesmo.
Não pensa mais no vizinho, no próximo. Aliás, não está preocupado nem mesmo com a sua própria família.
Numa época em que tanto se fala de globalização, intercomunicação, interdisciplinaridade, transculturalidade, etc. o que vemos mesmo na prática, em todos os setores da sociedade humana é a prepotência do individualismo.
Procura somente prazer e mais prazer, riqueza e mais riqueza. É o glamour do materialismo.
Mal tem um celular, quer adquirir outro. Um bicho medonho chamado mercado transformou-o em consumidor. Agora, imagine, predador e consumidor.
Nada o satisfaz. Compra uma casa. Quer outra. Compra um carro. Quer outro. Inventaram a tal de marca. Roupas e utensílios somente de marca. Hoje o que mais tem é a propaganda religiosa, mas espiritualidade não há nenhuma no ser humano.
Por outro lado, o racionalismo, o cientificismo, spenciarismo, darwinismo e o avanço das ciências separaram por completo o homem do resto do mundo.
É como se existisse o “eu” e a “coisa”. Em lugar de se integrar ao planeta, ficou o “coisificar”.
Desta forma, as pessoas e todas as outras coisas do mundo, valem pelo lucro e vantagem que trouxerem a este ser humano.
Ainda tem outra coisa. Não há mais arte. No lugar dela ficou o entretenimento. Os clássicos não existem mais. A literatura, o cinema, a dança, a música, a pintura e toda a arte em geral estão num processo de decadência fatal.
Imagine só: um indivíduo pensando somente nele, somente no prazer e na matéria e somente em tirar vantagens de todos e de tudo. Um ser que não tem mais olhos, ouvidos, tato, gustação, olfato e sensibilidade alguma dentro dele! Não é capaz de pressentir o belo, divino e maravilhoso em torno de si!
Onde vamos parar? Agora observe como funciona toda a natureza. Todos os átomos se unem para formar células. Todas as células se unem para formar tecidos. Todos os tecidos se unem para dar formas e conteúdos a todas as coisas. Sejam elas do reino mineral, vegetal, animal e humano.
Na natureza o que percebemos é doação e integração. Uma floresta, um rio, uma campina, uma montanha, uma pedra, uma árvore, um animal, um corpo humano, nosso sistema solar, as multidões de galáxias... Tudo no universo se doa em cooperação.
Miriam, precisamos trabalhar mais! Deixemos de lado a ciência e vamos falar mesmo da própria religião. É o que mais a gente vê hoje na mídia. O líder religioso está como disse agora a pouco. Só pensa em si mesmo. Quer comprar tudo para si. Quer usar todos e tudo para realizar seus próprios desejos e perdeu por completo toda a sensibilidade com o que há de mais puro e divino na natureza e nos seres humanos!
Precisamos de nos esforçar mais, Miriam. Necessitamos de ensinar a este homem que a casa do Pai está dentro dele mesmo. Dentro do seu coração, onde é o templo do amor.
Se cada homem pudesse parar agora e olhar ouvindo cada batida do seu coração dizer: amor...amor...amor...amor...amor..
Talvez assim pudéssemos iniciar uma nova sociedade sobre os escombros desta. Uma nova sociedade onde o amor e a solidariedade fossem os sustentáculos de toda a sua base!
Miriam, vamos continuar a trabalhar. Pelo menos, temos a certeza absoluta de que estamos no caminho certo!”
segunda-feira, 18 de março de 2013
ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU
Namir estava afoito para se encontrar com o Rabino. Somente aquele sábio poderia ajudá-lo num momento tão estressante igual àquele.
Considerava-se um fiel pontual. Cumpria com todos os regulamentos e leis do Toráh. Dificilmente poderia haver um asceta mais caprichoso do que ele.
Jejeuava direitinho no Yom Kipur e não descumpria nenhuma regra. Ia à sinagoga todo sábado e guardava-o perfeitamente como as leis religiosas o exigiam.
Fazia a caridade e orava diariamente. Porém, nada dava certo para ele. Os negócios não iam adiante. Começava alguma coisa e logo falia. Começava outra e dava no mesmo.
Não era possível que o Eterno o abandonasse daquele jeito, sendo um devoto tão pontual!
O Rabino chegou deu-lhe um abraço e pediu-lhe que se sentasse. Ofereceu-lhe um café com umas torradas.
“Conte-me todos os seus problemas meu filho!”
Depois de ouvir atentamente, o Rabino falou:
“Filho,devemos amar ao Eterno Nosso Deus Criador dos Céus e da terra com todo o nosso coração, mas não podemos esquecer de amarrar os nossos camelos!”
O Recado estava bem dado. Não adianta criar calos nos joelhos de tanto orar e deixar nossas coisas particulares desarrumadas e sem dedicação completa.
quinta-feira, 14 de março de 2013
NÃO OLHE APENAS PARA O FOCO
Aquele senhor esperava pelo rabino há mais de duas horas. Estava já impaciente. Toda hora se levantava e perguntava para a secretária. “Ele já vem? Ele já vem? Ele já vem?”
Num determinado momento o rabino abriu a porta e respondeu: “Eu já vim! Eu já vim! Eu já vim! Pode entrar!”
O homem achou aquilo muito esquisito, mas precisava com urgência de falar com o mestre.
“Senhor, estou passando uma vergonha danada. Lá no local onde eu trabalho, tem uma mulher que me acusou de assédio sexual. Acontece senhor, que estou com uma dença muito cruel e que me deixa super preocupado. Eu já sou comumente muito brincalhão. Como recurso para esquecer ou fugir de pensar em minha doença, costumo brincar demais agora. Ao brincar com ela, ela confundiu com assédio sexual. Ela me acusou. Não foi provado nada. Todos sabem que sou muito brincalhão mesmo. Aliás brincar e falar por meio de parábolas faz parte de nossa cultura, o senhor sabe disto. Mas estou sofrendo muito por isto!”
O Rabino fez-lhe diversas perguntas sobre aquela mulher. Se ela tinha filhos. Se morava com seu marido. Como era sua vida, etc.
Em seguida o mestre respondeu:
“Meu prezado filho você deve agradecer ao Eterno por tudo isto! Primeiramente por ter-se esquecido de focalizar em sua doença enquanto sofria pela falsa acusação do assédio. Em segundo lugar por criar oportunidade para aquela mulher se desabafar depois de ter sofrido tantas decepções com outros homens. Assim ela vai ficando mais leve, mais leve e um dia se arrependerá do que fez.
Em terceiro lugar, uma circunstância aparente pode enganar a qualquer um. Você perguntava a toda hora “ele já vem”. No entanto eu estava terminando uns trabalhos no escritório. Você pensava que eu vinha da rua. A secretária pensava que você estava se referindo a mim dentro do escritório.
Por isto eu disse “eu já vim”. Aprenda a olhar as coisas não para um foco central, mas de forma ampla e holística.”
terça-feira, 12 de março de 2013
A JOGADA DE MESTRE DO RABINO
Um membro de sua comunidade perguntou ao Rabino Youssef porque ele estudava com tanta dedicação a kabbalah, sendo ela tão complexa e de difícil compreensão.
Ele respondeu rapidamente: "É por causa do déficit, meu irmão!" Da mesma forma ele saiu para cumprir outras tarefas. Mas como todos sabem, este sábio na resposta imediata e na rápida saída do recinto, escondia alguma jogada de mestre na manga do seu paletó.
Aquele fato tornou-se um comentário sem fim. Uns diziam: "Tá vendo, o Rabino estuda aquilo para ganhar mais dinheiro!"
Outros: "Mergulha nas coisas difíceis da espiritualidade para enriquecer-se!" Ou, "já sei, o negócio dele é usar do conhecimento divino para o sucesso financeiro!"
Profundo conhecedor da natureza humana, o Rabino calmamente deixou que todos manifestassem suas opiniões. No sábado pela manhã, durante os ofícios do shabat, o Rabino deu a sua cartada final:
"Pois bem minha gente, fala-se aqui, fala-se ali, fala-se acolá. Reunindo todas as falas, resumindo os comentários de muitos, este Rabino estuda kabbalah para proveitos materiais.
Todos estes comentários foram gerados em torno de uma única frase minha:"É por causa do déficit, meu irmão!" A partir desta sintética expressão, falaram tanta coisa que daria para fazer um livro maior que a Divina Comédia de Dante. Pois reafirmo que estudo as coisas espirituais mais profundas por causa do déficit mesmo. O déficit do ser humano na sua pobreza espiritual perante a riqueza tecnológica.
O mundo moderno cresceu infinitamente na tecnologia, mas o homem continua o mesmo homem da idade das pedras, no tocante ao seu coração e seu espírito.
Olhem a violência hoje em dia. Basta comprar os jornais para saber. Se no passado o homem tirava a vida do outro com um arco e uma flecha, hoje possui um instrumento mais sofisticado chamado lançador de foguetes e mísseis. Desta forma dizima milhares de pessoas instantaneamente.
A base deste raciocínio pode ser expandida para todas as atividades humanas e não quero me prolongar demais neste pensamento.
O déficit é muito grande e busco na sabedoria da kabbalah uma forma de me preparar com sabedoria para ajudar a amenizar esta problemática humana.
sábado, 3 de novembro de 2012
ALÉM DA REALIDADE TRIDIMENSIONAL
Os antigos vedas nos ensinaram as tres dimensões essenciais do universo. Na primeira está a matéria, onde também se encontra nosso corpo físico mergulhado no tempo e no espaço. Em cada átomo há um quantum de energia e se estou escrevendo neste computador, é porque fomos além da casca superficial da matéria e nos adentramos na luz guardada em seu interior, que se transforma em possibilidades de informações, dados, armazenamento, interações, etc. O silício está aí entre outros elementos materiais para nos testemunhar o que estou dizendo.
Acima deste corpo material está nosso corpo sutil onde se encontra a mente, o intelecto e o ego. Nossa mente está composta de emoções, sentimentos e desejos. Nosso intelecto está repleto de ideias, conceitos e crenças. O nosso ego quer pintar sempre uma imagem do que somos, que na realidade não somos. Ou melhor dizendo, altera o que realmente somos.
Estes conteúdos não ocupam nenhum espaço, porém convivem somente no tempo.
Acima de tudo isto está nosso corpo causal onde se localiza nossa alma que é um modus de nossa transformação e nosso espírito que é uma oportunidade de unificação.
Estes contextos estão além do tempo e do espaço.
Somos uma expressão atemporal e não espacial em nosso lugar mais íntimo.
Este é o grande lance que devemos aproveitar!
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
ENSINAMENTO SAGRADO
Na antiga terra Sefaradita, os sábios após o seu nome colocavam o termo Sefarad, de forma tal que haviam muitos com esta palavra posposta ao sobrenome. Quem quiser saber com mais profundidade sobre este costumbre, que se isole às portas fechadas em seu quarto, ore ao Eterno e peça revelação.
Três sábios estudavam pergaminhos antigos sob a luz de um candelabro de velas, com seus discípulos oriundos de lugares distantes.
Sempre aparece aquele jovem muito curioso com perguntas até então indiscretas.
"Mestre, depois que se apagam as velas, para onde vão as chamas?"
"Voltam para a estabilidade de antes! Se elas desaparecessem, após acender milhões de velas e apagá-las, chegaria um momento em que não teríamos mais chamas! Mas o ponto de possibilidade que é sempre permanente, oportuniza que apareçam novas chamas! Da mesma forma nos tornamos uno ao Eterno. Assim vão se multiplicando os sefarad's!"
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
TRABALHADORES E CHORÕES?
Hoje vou ensinar a vocês o verdadeiro sentido que há em dois tipos muito comuns do comportamento humano.
Já ouviram aquela expressão: "Aquele cara é trabalhador demais. Trabalha noite e dia, sábado, domingo e feriados!"
Uma outra observação: "Nossa, como a Miriam gostava do Abel. Ela chorava sem parar desde o início até o fim do seu enterro! Inclusive chorou no dia seguinte e nem saiu de casa!"
Vamos à primeira. O camarada trabalha como uma máquina. Não pára nem uma vezinha por semana. A vida inteira?
Será que poderemos classificá-lo dentro da virtude de "trabalhador"?
Em verdade, escondido sobre esta máscara está um ser humano demasiadamente ambicioso. Quer ser mais do que todos os outros. Quer ter, somente ter. Está agarrado até na alma aos fatores materiais.
Vamos à segunda. É mais do que natural que as pessoas chorem com a perda de seus amigos ou entes queridos.
Mas o exagero, que passa com ele?
Ele esconde o medo da própria morte. A maior parte da humanidade não aceita a morte como um acontecimento natural. Não há vida sem morte.
Embora todos saibam que uma vez nascido, uma vez condenado à morte, ninguém quer falar nela!
A maior parte das pessoas nestas situações choram a própria morte que virá mais breve ou bem depois.
É um choro inconsciente.
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
GRATIDÃO
Qual a verdadeira função maternal? Acolher, guardar, conter, devolver. A mãe devolve ao bebê todo o recebido de forma mais aprimorada. Este movimento que vai e vem entre a genitora e seu filho é que resulta numa verdadeira transformação do ser. Mesmo que o bebê chore e esperneie, a mamãe acolhe e devolve atenção e carinho.
E nós o que fazemos nesta vida? Como acolhemos tudo o que recebemos. Imaginaram o quanto a vida nos dá? Quando você anda numa rua, você recebeu aquela rua prontinha para você andar.
Quando você se alimenta, a natureza preparou-lhe todo aqueles grãos da forma mais elaborada possivel. Quanto recebemos a cada momento? Desde o ar que respiramos a todas as coisas que usamos. Uma grande descoberta de um cientista vem a benefício de todos.
A pergunta é esta: o que devolvemos ao mundo? Com tudo isto que recebemos, qual a nossa colaboração, a nossa elaboração e o que ofertamos em troca? Mais que plantar uma árvore, ter um filho ou escrever um livro, qual o nosso estado de consciência a cada segundo?
domingo, 23 de setembro de 2012
IDEIA/CONCEPÇÃO
Quando você tiver uma grande ideia, dê-lhe conceito, isto é, condições de concepção, de nascer, de existir.
Ideia vem do verbo orao em grego que quer dizer ver. É eidos, o que foi visto. Onde?
Dentro de você! Preferivel dizer intuido.
Se foi no seu mundo inconsciente, foi-lhe dado por Deus. É algo independente de seu pensamento lógico/dedutivo/racional.
É um paraiso além do oceano à procura de um corajoso aventureiro.
ANGÚSTIA E ANSIEDADE/ENSINAMENTO DO RABINO
O que sabe da angústia e da ansiedade? Ora meu filho, nesta tarde vim para lhe ensinar.
Angústia na própria raíz de sua lingua latina, quer dizer aperto. Via angusta, quer dizer em latim "caminho apertado, estreito". Falta de espacialidade mental.
Ansiedade tem a ver com falta de tempo. O que tem para fazer amanhã, você precipitada(mente) já quer fazer hoje e assim sucessiva(mente).
Estreitando o espaço você fica angustiado. Atropelando o tempo você fica ansioso. Precisa aprender a trabalhar com um e com outro.
Lembre que espaço e tempo são os modos apriori que você tem em sua natureza para mensurar o mundo. São suas condições de cognoscibilidade do universo.
Não deixe que fique estreito seu coração, nem precipitada a sua mente.
Acrescente mais espaço ao seu espaço interior. Imagine a imensidão do cosmo. Mergulhe no manto do tempo.
Abra o seu ser para a infinidade do Ser. Com o tempo estes males desaparecerão. Que seja Uno ao Eterno.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
RENÉ DESCARTES E BLAISE PASCAL OU VERSUS...
René Descartes já passava dos cinquenta, quando dialogava com Blaise Pascal que era jovem ainda, antes dos trinta. Como vocês sabem Descartes ficou famoso pela sua frase "Puisque je donte, je pense; puisque je pense, j'existe" , em latim "Cogito, ergo sum", traduzida literalmente como "penso, logo existo" ou quem sabe existo na medida do meu pensamento.
Blaise Pascal em sua obra Pensées (Pensamentos!) torna-se célebre com sua frase: "O coração tem suas razões que a própria razão desconhece"
Como notam, ambos eram filósofos/matemáticos/físicos e basta ir ao GOOGLE para fazer uma pesquisa biográfica, pois vale a pena.
No diálogo René Descartes aconselha a Blaise Pascal buscar o mais simples e não o mais complexo. Uma espécie de redução através da evolução da dúvida a tal extremo de eliminar os excessos e alcançar o mais cristalino.
Pascal, jovenzinho, lhe perguntou: "O que é mais simples e o que é mais complexo? Pois uma estrela diante de uma constelação é um objeto simples; porém diante de um banco de madeira é um objeto complexo!"
O filósofo Lúcio Packter relata este interessante fato observando que nem sempre a razão resolve tudo. Muitas vezes as artes, como a poesia, a pintura, a música também trazem soluções. Parabéns para o grande filósofo clínico. Eu mesmo já ancorei na poesia para resolver problemas incríveis de minha existência. Auxiliado por grandes poetas como Neruda, Borges, Drumond, Bandeira, Meireles, Fernando Pessoa, Garcia Lorca, Gabriela Mistral, Florbela Espanca, etc. uma infinidade deles e também pela minha criação poética pessoal, consegui conviver com situações conflitantes e através do inusitado da realidade poética, que obtive a harmonia necessária.
Não é meu objetivo aqui descaracterizar Descartes, nem elevar Pascal, pois ambos contribuiram para a evolução da humanidade e merecem aplausos de todos. Acontece que a filosofia vai se desenvolvendo, e este crescimento não é temporal, não se processa na linha do tempo. Embora o próprio Freud com a psicanálise vem demonstrar através do inconsciente que somos muito mais além do que pensamos, todos estes conceitos são evoluções de outros anteriores desde a época dos pré-socráticos. Não podemos considerar Ser ou não Ser. Está na hora de refletirmos sobre SER E NÃO SER! Vejam por aí, a própria Teoria da Relatividade. A minha intenção não é fazer um grande artigo sobre estes assuntos, pois academicamente falando são muito profundos, porém que façamos uma reflexão sobre os mesmos.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
JOSÉ DO EGITO: UMA ESINANÇA PARA TODOS NÓS COLOCARMOS EM PRÁTICA
Aconselho-os a buscar no livro de Gênesis a leitura sobre José. A Teologia é uma ciência de nobreza real que ilumina nossa existência. Ele era um dos doze filhos de Jacó. José significa em hebraico "Iavé acrescenta". Em egípcio: "descobridor das coisas ocultas". Citando rapidamente, ele era preferido por Deus para guiar sua tribo. Os irmãos enciumados quase o mataram e o venderam através de mercadores ismaelitas, como escravo para Potifar, oficial e capitão real do Faraó egípcio, Apopi I, linhagem dos icsos, no domínio do Egito naquele momento. As tradições judaicas dizem que a mulher de Potifar se chamava Zuleica. José tocava harpa para o Senhor Eterno. Zuleica pediu a José para tocar harpa em sua homenagem. O que não aconteceu. A Bíblia se refere à "mulher de Potifar". Esta tentou seduzir José de todas as formas. Finalmente, vendo-se vencida fingiu-se agredida por José. Este foi parar no cárcere. Lá da mesma forma que encatava a todos na casa de Potifar, encantou a todos os prisioneiros. Traduzia todos os sonhos dos encarcerados. José não perdia a fé no Eterno, mesmo preso injustamente.
O Faraó sonha que sete vacas magras engolem sete vacas gordas. Sonha mais. Nenhum vidente consegue interpretar seus sonhos. Relatam-lhe de um prisioneiro interpretador de sonhos. Manda chamar José. Com certeza o Faraó lhe disse: "Então és tú o grande vidente e interpretador de sonhos?" José lhe disse: "Sou apenas um instrumento de algo muito mais superior do que todos nós!"
José afirmou ao Faraó, que viriam sete anos de fartura, porém em seguida seriam sete anos de fome e desolação. Aconselhou-o aumentar a produção ao máximo, erguer celeiros e guardar alimentos para a época vindoura. Imediatamente o Faraó nomeou-o ADON DO EGITO. José se casou com Azenate, filha de Potífera, do sacerdócio de OM.
Daí vem todo um relato bíblico dos irmãos indo ao Egito em busca de alimentos. Do encontro com José. Do perdão aos irmãos e da vinda de seu pai e toda a tribo para o Egito.
Há muito coisa para ser relatada neste perído do domínio hicso sobre o Egito, sua expulsão, a retomada do governo pelos antigos Faraós, a perseguição aos hebreus daí em diante, até Moisés, por intervenção Divina retirá-los do Egito e retorná-los a Israel. O melhor seria estuda Teologia para aprender com profundidade sobre estas coisas.
Porém, o que vamos nos deter é sobre o personagem José. Façamos dele um exemplo a seguir por todos nós. Deixemos que "Iavé acrescente"em nós, o amor, o perdão, a harmonia e a inteligência de viver com sabedoria. Que estejamos a serviço de "algo que seja maior do que nós mesmos e de tudo que percebemos".
Que saibamos conviver não com as sete vacas gordas, mas com as quatorze vacas, sendo sete gordas e sete magras. A cada momento de nossa vida, estas quatorze vacas estão pastando em nossa volta. Não devemos gastar tudo o que temos, sem sabermos o que poderá vir pela frente. Devemos investir sim. Construir casas ou negócios, mas sendo controlados com os gastos que temos.
Além do amor e do perdão, que sejamos instrumentos de algo muito maior do que tudo e que saibamos controlar estas quatorze vacas que estão ao nosso redor.
domingo, 13 de novembro de 2011
YESHUA BEN YOUSEF O MESSIAS QUE SALVOU ISRAEL E O MUNDO
Não há como duvidar que Yeshua Ben Yousef foi realmente o Messias Principal de Israel e que Ele cumpriu com a missão pré-destinada ao povo judeu de levar o conhecimento do Altíssimo a todos os povos da terra. O sentido pejorativo "goy" como não-judeu, foi um erro ético de tradução, pois desde o princípio o Altíssimo considerava todos os povos (goy's) como seus filhos. A diferença está que Ele deu a um povo, o povo de Israel a missão de levar a luz (Torá) a todos os outros seus irmãos do planeta. Em Bereshit, Gênesis 10:5 : "Por estos fueron repartidas las islas de las gentes en sus tierras, cada cual según su lengua, conforme à sus familias en sus naciones(goy's)". Mesmo no Cap.9: 1/2: "Y bendijo Dios à Noé à sus hijos, e dijoles: fructificad, y multiplicad, e henchid la tierra." De quê? De goy's, de povos! De filhos de Deus!
Nosso Pai Abraão foi quem recebeu (Lekabel = Receber, de onde vem o termo hebraico Kaballah) do Eterno a missão de levar a Sua Grandeza a todos os povos da terra. De sua semente sairia o Messiah Principal de Yisrael. Veremos Bereshit (Gênesis) Cap.12:3: "Y bendiceré à los que te bendijeren, y à los que te maldijeren maldeciré: y serán benditas en ti todas las familias de la tierra." Está óbvio que através deste nosso Patriarca a Luz (Torá) chegaria de qualquer maneira a todas as nações da terra, que são todas irmãs e filhas do mesmo Deus.
No livro de Shemót (Êxodo) Cap.19:5/6: "Ahora pues, si diereis oído à mi voz, y guardareis mi pacto, vosotros seréis mi especial tesoro sobre todos los pueblos; porque mia es toda la tierra". Que pacto é este de que fala o Senhor? Aquele que fez com nosso Pai Abraão, de levar este conhecimento(tesouro) a todo mundo. Isto não significa que os judeus são melhores que os outros. Não! Todos somos iguais. Mas os judeus seriam os servos do Senhor para levar a luz ao mundo. O povo de Yisrael recebeu a incubência de servir à humanidade conservando a Palavra do Eterno. Vamos mais adiante: " Vers.6: "Y vosotros seréis mi reino de sacerdotes, y gente sana. Estas son las palavras que dirás à los hijos de Israel." O Senhor declara que a missão do judeu é sacerdotal. Sacerdote é aquele que não quer nada para si, mas deseja e trabalha pelo melhor para todos. O Eterno manda este recado aos israelitas para assumirem a função pastoral para sempre. Israel tem um chamado para inclusão do mundo e não para excluir-se ou resguardar-se como se tivesse um tesouro escondido somente para si. Você sabe o que é isto meu irmão ou minha irmã?
Os profetas se esforçam para recuperar a tradição deste pacto recebido (Lekabel). Veremos em Isaías 56:6/7: "Y à los hijos de los extranjeros que se llegaren à Jehová, para ministrarle, y que amaren el nombre de Jehová para ser sus siervos: à todos los que guardaren el sábado de profanarlo, y abrazaren mi pacto. 7: Yo los llevaré al monte de mi santidad, y los recrearé en mi casa de oración; sus holocaustos y sus sacrifícios serán aceptos sobre mi altar; porque mi casa, casa de oración será llamada de todos los pueblos." Mais uma vez o Eterno revela que seu Shekináh é para todos os povos da terra. Onde for celebrado seu nome será chamado Casa de Oração! Onde for mantido o pacto feito com nosso Pai Abraão, que recebeu (Lekabel/kaballah) o Sepher Yezirah, um livro sobre a Criação.
Em hebraico, messias é ungido. Poderá ser um sacerdote, um profeta ou um rei. Porém, Yeshua Ben Yousef foi o Messias Principal de Israel e se Ele não tivesse vindo não existiria Israel e nem tão pouco a luz da Torá não seria recebida (Lekabel) por toda a humanidade e veremos um pouco mais adiante a comprovação desta assertativa.
Quando Saulo de Tarso entrou em cena logo após a ressurreição de Cristo, a única literatura que ele tinha em mãos era o Tanach que se compunha da Torá (os cinco primeiros livros da Bíblia), Nevvin (Livros dos Profetas) e o Kethuvin (livros), em outras palavras praticamente o Antigo Testamento. Os livros do Novo Testamento como Mateus, Lucas, Marcos, João, etc. foram escritos décadas após. Foi discípulo da Escola Rabínica de Gamaliel, um dos maiores rabinos de todas as épocas. Aqui cabe um encaixe importantíssimo. Este rabino era neto do Rabino Hilel. Sabe o que ele pregava? "Ama a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo!" Baseando também no pacto abrahâmico! Cento e cinquenta anos após Paulo, o Rabino Akiva que foi torturado e assassinado pelos romanos com mais de 24.000 discípulos, ensinava a mesmíssima coisa, em conjunto com o Rabino Yehuda Ben Baba. Desta matança sobraram quatro estudantes que posteriormente foram reduzidos a dois: os Rabinos Shimon Bar Yochai e seu filho Eliezer. Eles ficaram escondidos numa gruta durante 13 anos, enquanto receberam (Lekabel) o Zoar, O Livro do Esplendor. O que eles ensinavam? A mesma coisa do pacto abrahâmico com o Eterno!
Voltando ao apóstolo Paulo, não faz parte deste artigo descrever toda a sua vida. Em Filipenses 3:5, Paulo fala de sua família: "Circundado al octavo dia, del linaje de Israel, de la tribu de Benjamin, Hebreo de Hebreos; cuanto à la ley, Fariseo." Então descendente de nosso Pai Abraão, da tribo de Benjamin, a mesma que originou Saul, de onde vem seu nome Saulo. De origem judaica da cidade de Tarso, principal da Cilícia, lugar muito importante, dando acesso ao mar, pelo rio Cnido, sendo um porto. Possuía cidadania romana e dominava o latim, o grego, o hebraico e vários outros dialetos, mas como afirmei não é meu objetivo fazer sua biografia. Apenas demonstrar que Yeshua Ben Yousef foi o Messias Principal de Israel. No livro Los Hechos (Atos), Capítulo 17: 11/12: "Y fueron éstos más nobles que los que estaban em Tesalónica, pues recibieron la palabra con toda solicitud, escudriñando cada dia las Escrituras, si estas cosas eran así. 12: Así que creyeron muchos de ellos; y mujeres griegas de distinción, y no pocos hombres". Creram em quem? Creram em Yeshua Ben Yousef como o Messias! Baseando em quê? No que haviam recebido (Lekabel) desde o nosso Pai Abraão!
Saulo de perseguidor dos cristãos, passou a ser perseguido pela sua própria consciência. Quando ele se deparou com o Tanach em todo o seu conhecimento e percebeu a presença do Cristo, ele entendeu que Yeshua Ben Yousef veio para cumprir a promessa de levar a luz para a humanidade. Além de tudo isto, realizar o papel dado por Deus ao povo de Yisrael, no pacto feito com nosso Pai Abraão. Todos conhecem a passagem de Paulo na estrada de Damasco, embora seja mítica ou não, ele não conseguiu escapar de sua própria consciência, ao estar diante de uma Revelação Viva de Adonai Elohêinu. Deus é misericordioso!
Ele compreendeu que não haveria outro Messias a não ser aquele prometido desde Abraão, Moisés e os Profetas todos de Yisrael.
Então Paulo assumiu o pacto abrahâmico de levar a todas as nações esta luz que redime a humanidade. Em Hechos (Atos) 9: 5/6: " Y él dijo: Quién eres, Señor? Y él dijo: Yo soy Yeshua à quien tú persigues; dura cosa te es dar coces contra el aguijón. 6: Él, temblando y temeroso, dijo: Qué quieres que haga? Y el Señor le dice: Levántate y entra en la ciudad, y se te dirá lo que te conviene hacer"
Mais uma vez recorrendo ao Tanach em Isaías Capítulo 11 e vers. 12: "Y levantará pendón à las gentes, y juntará los desterrados de Israel, y reunirá los esparcidos de Judá de los cuatro cantones de la tierra" Sendo que Saulo leu este texto em hebraico e conhecia a história do povo judeu, vamos raciocinar. Ninguém teve mais oportunidade do que Salomão para levar a luz do pacto abrahâmico a todas as nações. Pois todas os reinos respeitavam e admiravam Salomão. Porém, ele se deixou levar pelo mundo e não cumpriu esta sagrada missão. Assim Judá e Israel em seguida foram desterradas. Nos exílios de uma forma ou de outra a luz também foi levada. Saulo também leu em hebraico NETZER em lugar da tradução "PENDÓN" e sabia que netzer era o broto que sobrava depois de arrancados todos os brotos para salvar o arbusto. Onde nasceu Yeshua? Em Nazaré, do hebraico NETZER!
Ora, Yeshua Ben Yosef foi o broto que salvou Israel e o mundo. Se não fosse ele Israel não existiria e a luz da sabedoria divina não teria sido divulgada pelo mundo.
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
DEPRESSÃO: COMO ESCAPAR DELA BASEANDO NA BÍBLIA SAGRADA
Em diversas partes da Bíblia nós encontramos expressões que se referem a sentinelas atentas em torres. São seguranças permanentes observando do alto de uma torre todo o terreno em volta da cidade. Não vamos aqui relacionar os textos, pois com a facilidade que temos hoje em dia, qualquer um pode pesquisar sobre este assunto.
Mas será que a Bíblia está presa a fatos somente ocorridos a milhares de anos atrás? Ela está dedicando atenção especialmente aos hebreus? Relatando acontecimentos de cidades antigas?
Ora, as Escrituras Sagradas são livros inspirados para serem levados a toda a Humanidade, em todas as épocas. São ensinamentos muito profundos e não são relatos superficiais.
São fontes de conhecimento e sabedoria endereçados diretamente a cada um de nós, independentes de etnias ou culturas.
Sabe quem é a cidade fortificada? Somos nós mesmos!
Sabe quem é a sentinela na torre? É a chama divina que reside dentro de cada um de nós, desde a fundação deste mundo, desde a origem da Adam Kadmon, da luz primitiva no fenômeno inicial de Adão e Eva.
Vamos partir para a prática, para podermos entender o que necessitamos informar. Suponhamos que você esteja sendo perseguido injustamente. Não é fácil, não é? Já pensou, você ser acusado de um ato, um fato, ou qualquer coisa mal interpretada que de uma certa forma degenera ou degrada a sua imagem?
Esta é a hora da sentinela. Da luz divina dentro de você entrar em ação. Este vigia atento tem que rapidamente afastar de seus olhos, de sua mente, de seu coração qualquer inimigo que se apromime de você. Olhe que podem ser vários inimigos. Dentre eles poderemos inumerar o medo, a vergonha, o ódio, a intenção de revidar, a tristeza. Veja aí: a tristeza. Este é também um inimigo perigosíssimo. Ele entra dentro da pessoa, vai corroendo aos poucos. Pouco a pouco transforma-se em depressão. Dela podem surgir várias doenças em seu corpo físico, chegando mesmo a algumas incuráveis. Ela pode arruinar sua vida e a vida das pessoas em sua volta, como por exemplo a sua família e seus amigos mais próximos.
A sentinela vigiando do alto da torre todo o terreno em volta da cidade, não permite que os inimigos a invadam e saqueiem.
Veja quanta sabedoria existe dentro das Escrituras Sagradas quando são interpretadas à luz do espírito e não simplesmente em forma literal.
Fique atento. "Orai e vigiai", aconselha outro ensinamento sagrado. Esta atitude permite não se distrair. Quando perceber que algum destes inimigos estiver se aproximando de você, ore ao Eterno e peça a Adonai Elohênu que os afaste de seus pensamentos. Não os deixe entrar de forma alguma! Percebendo a aproximação deles, recorra imediatamente ao Eterno Criador do Universo e peça ajuda através de orações e se possível for utilizando até mesmo o jejum e a oração conjuntamente.
sábado, 8 de outubro de 2011
YOM KIPPUR - DIA DO PERDÃO
Chegou dia do perdão. À tardezinha de ontem até hoje ao cair da tarde comemoraremos este dia. Yom Kippur é um momento de reflexão. O simples fato de refletir, já significa muita coisa. Só é possível refletir quando se está conectado com o Eterno Criador dos Mundos. Para ver-se, há que estar acima do ego. O olho que tudo vê, observa os movimentos egoístas, que são nossos piores inimigos.
Neste dia pediremos ao Criador, perdão pelos desvios de nosso ego. Ele nos engana constantemente. Quantas vezes dizemos que somos muito trabalhadores. Exibimos como uma qualidade rara do ser humano. Mas pode estar escondida atrás desta corrida pelo trabalho excessivo, um defeito muito grande. Por exemplo: o desejo de possuir mais bens materais do que os outros!
Quantas vezes dizemos que somos muito bondosos. Escondida atrás desta bondade superficial pode residir a exploração de nossos próximos. Ela poderá vir sob diversas formas, sejam elas publicitárias, psicológicas como carência de afetos ou políticas.
Quantas vezes dizemos que somos pacíficos, pois concordamos com tudo e todos. Isto não é correto. Ficar em cima do muro, não é uma atitude bem vista aos olhos de Adonai Elohênu. Podemos ser pacíficos sim, mas interiormente. O que não significa que tomemos partido por um estado de igualdade, de distribuição de rendas, de decência nas relações políticas e sociais. Mahatma Gandhi cabe aqui como um bom exemplo de pacificador e transformador social.
Outro nobre exemplo é o de Luther King buscando direito e igualdade para os povos. Outro inesquecível pacifista: John Lennon!
Neste dia de hoje pediremos ao Eterno perdão pelos erros de nosso ego. Ao nos vermos frente a frente, reconheceremos onde tropeçamos. Visuaremos a curva da estrada por onde nos desviamos do verdadeiro caminho, da fonte da água eterna.
Lembraremos que nosso ego não é nosso eu superior. Nosso ego está ligado aos nossos pensamentos, sentimentos, desejos, emoções, corpo físico. O corpo físico composto de átomos, células, moléculas, sistemas é dependente do tempo e do espaço. Os pensamentos, sentimentos, desejos, emoções não estão ligados ao espaço, porém estão ligados ao tempo. Um pensamento tem seu momento que começa e que termina, assim como os desejos, sentimentos e emoções. O ego está ligado ao tempo e ao espaço. Mas aquele olho que tudo vê e tem sua luz dentro de nós, não está ligado nem ao tempo nem ao espaço. Quando observamos como pensamos, sentimos, desejamos, emocionamos, estamos num patamar elevado onde reside a perpétua eternidade. Esta observação destrói o sofrimento e o medo.
Neste dia de Yom Kippur conseguimos a graça divina de nos aproximarmos o mais perto possível deste estado inalteravel de eternidade, no seio de Adonai Elohênu.
sábado, 16 de abril de 2011
DIRETORA COMETE ASSÉDIO MORAL, MAS É UMA QUESTÃO PSICO-ESPIRITUAL
Alguém me confidenciou que foi perseguida injustamente por uma diretora sua, de uma forma insuportavel, num nível de perseguição dificil de se compreender, uma vez que a perseguidora dizia-se e apresentava-se como religiosa, frequentadora de igreja, denominava-se evangélica e andava com a biblia sagrada debaixo do braço.
Esta diretora fez de tudo que pôde para expulsá-la da escola. Chamou-a de louca, de imprestavel, sumiu com papéis dela, destruiu arquivos que ela tinha organizado durante meses, para produzir uma cena e uma impressão em outras pessoas, de que sua subalterna era incapaz, incompetente, maluca, etc.
As atitudes agressivas de assédio moral chegaram a um ponto tal, que esta pessoa adoeceu profundamente, retirou-se do local de trabalho humilhada, banida e ridicularizada. Não conseguia mais dormir, nem alimentar-se regularmente e suas relações familiares e sociais foram simplesmente implodidas. Ela queria que eu lhe desse uma explicação que a acalentasse. Necessitava inclusive de parar de tomar remédios, que antes nunca tinha tomado. Nós, rabinos, não somos donos de todo o conhecimento, mas sabemos com humildade esperar uma revelação do Eterno, para todos os acontecimentos, seja em nossa vida ou daqueles que nos procuram para uma orientação espiritual.
Disse-lhe que o fato de alguém apresentar-se como religioso, mostrar carteirinha de membro de alguma congregação, exibir amizades com chefes religiosos e falar o nome de Deus a toda hora, não significa que é uma pessoa religiosa, mais ainda pelos atos que esteja praticando. A dedução é imediata. Esta pessoa é sádica e narcisista. Gosta de ver os outros sofrer, porque não suporta ver a alteridade, a diferença, o que sobressai entre ela e esta pessoa. Sendo narcisista, quer olhar o outro colocando um espelho entre ambos, olhando-se a si mesmo. Não consegue devido à presença do outro ser mais forte que a sustentação de seu espelho. A inteligência e o brilho do outro ofusca de longe a imagem dela no espelho. É um outro que ela não consegue atropelar na face de seu espelho. O narcisista não suporta que alguém lhe quebre o espelhe ou possibilite que caiam suas máscaras postiças de personalidade.
Como é portadora de doenças mentais, encontra como recurso a psicotização de Deus. Isto é, materializa Deus para si. Geralmente estas pessoas dizem "o meu Deus me disse", "o meu Deus me esclareceu", "o meu Deus me enviou", "o meu Deus me revelou". Fazem o que fizeram os falsos adoradores no deserto do Sinai, quando recriaram o Boi Ápis para sua adoração. Eles eram psicóticos. Eram terríveis companheiros de jornada. Criando um deus para si, tenta justificar sua tirania como se fosse uma ordem divina. Com isto pensa que os outros possam não desconfiar de suas torturas psicológicas em cima de alguém.
Esta falsa divindade que criam para si, também é um recurso para sustentar a caída do espelho e a queda das máscaras, que vão se sucedendo com o tempo, pois ninguém consegue enganar a todo mundo, por um longo período de tempo. Chega o momento em que as outras pessoas começam a perceber o reino da verdade. Quem tem a verdade se liberta e torna-se um crítico correlato com a situação que está vivendo. Passa a perceber com mais clareza. A verdade é como uma máquina de lavar. Separa com o bater dos dias, as impurezas impressas. A verdade também começa a destroçar o espelho do narcisista. Então, ela começa a se desesperar e a psicotizar com mais veemência a sua divindade. Levanta cultos em sua casa e convida ao máximo todas as pessoas possíveis, porque sabe que o espelho está trincado e a figura do outro está viva além das trincas. Em reuniões perante comunidades, antes dos discursos de prática, recita salmos ou cita alguma passagem dos evangelhos. Cria um disfarce quase enganador, mas que não conseguirá conservar até o fim do baile de máscaras. Ela precisa ver-se a si mesmo. Não aguenta a presença do outro diferente. Faz toda esta movimentação externa para cobrir as rachaduras que se reproduzem em sua personalidade. Não suporta a dor da inveja. Inveja vem do latim, invedere, isto é, não quer ver o que está sendo visto. Portanto, pratica também um sacrifício enorme. Este sacrifício demanda energia. Esta energia enfraquece seu organismo e pode causar-lhe diversas doenças. Não é em vão que na Sinagoga, desde cedo aprendemos o valor de respeitar aos nossos próximos. Sabemos desde jovens o sentido do perdão e da fraternidade. Porque estes quesitos são básicos e necessários para a nossa saúde física e mental.
Esta Diretora precisa urgentemente de um tratamento mental com um psicólogo ou psicanalista. Ela é quem está doente. Por esta razão é que treinamos desde cedo a amar o Eterno sobre tudo, a não construir outros deuses sobre Ele. Amar ao nosso próximo como a nós mesmos, dentro de uma forma sadia de não adoecermos, de não cairmos nas redes das psicoses e das doenças, pois o Universo retribui ao semeador aquilo que ele planta. Não há necessidade de criarmos deuses, porque somos humanos e fomos criados pelo Eterno, portanto se criarmos deuses, criaremos energias de baixo nível que nos destruirão. Quem se eleva ao Eterno e aprende isto desde criança, se liberta das mazelas da vida. O Eterno tem um coração que cabe todo o universo conosco.
Ela, a perseguida, deveria de joelhos pedir ao Eterno que cuide desta pessoa, que a cure, que a transforme, que a liberte destas psicoses, porque tudo retorna à fonte, a tendência de nossos atos é nos devolver frutos conforme nossa semeadura.
Esta lição que aprendemos com nossos pais de amarmos até mesmo aos nossos inimigos, não é para nos enaltecermos, nem nos engrandecermos de sermos chamados filhos do Eterno. É para nos curarmos, porque através desta experiência, suportaremos perseguições e ajudaremos àqueles que nos perseguem, que são nossos irmãos do deserto da vida, que tomaram o caminho errado, que se afastaram do Eterno, adoeceram e correm o risco de perderem a oportunidade de viver em sua Magnitude e Sapiciência. Nós temos uma grande responsabilidade sobre eles. Precisamos urgentemente de salvá-los.
Se você conseguir compreender isto, jogará fora todos estes remédios que está tomando. Quando perder o sono, ore por ela. Quando não tiver fome, faça jejum por ela. Quando não tiver vontade conversar com ninguém, converse com o Eterno para abençoá-la. De uma forma ou de outra o Eterno encontrará uma solução para o seu problema, porque sua porta estará sempre aberta a quem nela bater e pedir socorro. Ele mesmo disse: se uma galinha ama a seus pintinhos, imagina o quanto Eu não amo meus filhos prediletos.
Esta diretora fez de tudo que pôde para expulsá-la da escola. Chamou-a de louca, de imprestavel, sumiu com papéis dela, destruiu arquivos que ela tinha organizado durante meses, para produzir uma cena e uma impressão em outras pessoas, de que sua subalterna era incapaz, incompetente, maluca, etc.
As atitudes agressivas de assédio moral chegaram a um ponto tal, que esta pessoa adoeceu profundamente, retirou-se do local de trabalho humilhada, banida e ridicularizada. Não conseguia mais dormir, nem alimentar-se regularmente e suas relações familiares e sociais foram simplesmente implodidas. Ela queria que eu lhe desse uma explicação que a acalentasse. Necessitava inclusive de parar de tomar remédios, que antes nunca tinha tomado. Nós, rabinos, não somos donos de todo o conhecimento, mas sabemos com humildade esperar uma revelação do Eterno, para todos os acontecimentos, seja em nossa vida ou daqueles que nos procuram para uma orientação espiritual.
Disse-lhe que o fato de alguém apresentar-se como religioso, mostrar carteirinha de membro de alguma congregação, exibir amizades com chefes religiosos e falar o nome de Deus a toda hora, não significa que é uma pessoa religiosa, mais ainda pelos atos que esteja praticando. A dedução é imediata. Esta pessoa é sádica e narcisista. Gosta de ver os outros sofrer, porque não suporta ver a alteridade, a diferença, o que sobressai entre ela e esta pessoa. Sendo narcisista, quer olhar o outro colocando um espelho entre ambos, olhando-se a si mesmo. Não consegue devido à presença do outro ser mais forte que a sustentação de seu espelho. A inteligência e o brilho do outro ofusca de longe a imagem dela no espelho. É um outro que ela não consegue atropelar na face de seu espelho. O narcisista não suporta que alguém lhe quebre o espelhe ou possibilite que caiam suas máscaras postiças de personalidade.
Como é portadora de doenças mentais, encontra como recurso a psicotização de Deus. Isto é, materializa Deus para si. Geralmente estas pessoas dizem "o meu Deus me disse", "o meu Deus me esclareceu", "o meu Deus me enviou", "o meu Deus me revelou". Fazem o que fizeram os falsos adoradores no deserto do Sinai, quando recriaram o Boi Ápis para sua adoração. Eles eram psicóticos. Eram terríveis companheiros de jornada. Criando um deus para si, tenta justificar sua tirania como se fosse uma ordem divina. Com isto pensa que os outros possam não desconfiar de suas torturas psicológicas em cima de alguém.
Esta falsa divindade que criam para si, também é um recurso para sustentar a caída do espelho e a queda das máscaras, que vão se sucedendo com o tempo, pois ninguém consegue enganar a todo mundo, por um longo período de tempo. Chega o momento em que as outras pessoas começam a perceber o reino da verdade. Quem tem a verdade se liberta e torna-se um crítico correlato com a situação que está vivendo. Passa a perceber com mais clareza. A verdade é como uma máquina de lavar. Separa com o bater dos dias, as impurezas impressas. A verdade também começa a destroçar o espelho do narcisista. Então, ela começa a se desesperar e a psicotizar com mais veemência a sua divindade. Levanta cultos em sua casa e convida ao máximo todas as pessoas possíveis, porque sabe que o espelho está trincado e a figura do outro está viva além das trincas. Em reuniões perante comunidades, antes dos discursos de prática, recita salmos ou cita alguma passagem dos evangelhos. Cria um disfarce quase enganador, mas que não conseguirá conservar até o fim do baile de máscaras. Ela precisa ver-se a si mesmo. Não aguenta a presença do outro diferente. Faz toda esta movimentação externa para cobrir as rachaduras que se reproduzem em sua personalidade. Não suporta a dor da inveja. Inveja vem do latim, invedere, isto é, não quer ver o que está sendo visto. Portanto, pratica também um sacrifício enorme. Este sacrifício demanda energia. Esta energia enfraquece seu organismo e pode causar-lhe diversas doenças. Não é em vão que na Sinagoga, desde cedo aprendemos o valor de respeitar aos nossos próximos. Sabemos desde jovens o sentido do perdão e da fraternidade. Porque estes quesitos são básicos e necessários para a nossa saúde física e mental.
Esta Diretora precisa urgentemente de um tratamento mental com um psicólogo ou psicanalista. Ela é quem está doente. Por esta razão é que treinamos desde cedo a amar o Eterno sobre tudo, a não construir outros deuses sobre Ele. Amar ao nosso próximo como a nós mesmos, dentro de uma forma sadia de não adoecermos, de não cairmos nas redes das psicoses e das doenças, pois o Universo retribui ao semeador aquilo que ele planta. Não há necessidade de criarmos deuses, porque somos humanos e fomos criados pelo Eterno, portanto se criarmos deuses, criaremos energias de baixo nível que nos destruirão. Quem se eleva ao Eterno e aprende isto desde criança, se liberta das mazelas da vida. O Eterno tem um coração que cabe todo o universo conosco.
Ela, a perseguida, deveria de joelhos pedir ao Eterno que cuide desta pessoa, que a cure, que a transforme, que a liberte destas psicoses, porque tudo retorna à fonte, a tendência de nossos atos é nos devolver frutos conforme nossa semeadura.
Esta lição que aprendemos com nossos pais de amarmos até mesmo aos nossos inimigos, não é para nos enaltecermos, nem nos engrandecermos de sermos chamados filhos do Eterno. É para nos curarmos, porque através desta experiência, suportaremos perseguições e ajudaremos àqueles que nos perseguem, que são nossos irmãos do deserto da vida, que tomaram o caminho errado, que se afastaram do Eterno, adoeceram e correm o risco de perderem a oportunidade de viver em sua Magnitude e Sapiciência. Nós temos uma grande responsabilidade sobre eles. Precisamos urgentemente de salvá-los.
Se você conseguir compreender isto, jogará fora todos estes remédios que está tomando. Quando perder o sono, ore por ela. Quando não tiver fome, faça jejum por ela. Quando não tiver vontade conversar com ninguém, converse com o Eterno para abençoá-la. De uma forma ou de outra o Eterno encontrará uma solução para o seu problema, porque sua porta estará sempre aberta a quem nela bater e pedir socorro. Ele mesmo disse: se uma galinha ama a seus pintinhos, imagina o quanto Eu não amo meus filhos prediletos.
domingo, 6 de março de 2011
ABRAÃO, NOSSO PAI ALÉM DA LINGUAGEM LITERAL
Vejamos seriamente a etimologia da palavra Abraão em sua forma mais antiga possivel: AB RAM, ou PAI RAM, ou melhor BRAMAN, o que indica uma transmigração do conhecimento espiritual da tradição oriental para o ocidente.
Antes do desaparecimento da Atlântida vários iniciados se transladaram para diversas partes do planeta para levar consigo as sementes dos conhecimentos mais profundos e sagrados. Noé foi um destes iniciados. Não cabe aqui neste artigo tratar sobre a Atlântida, mas prometo em outro artigo trazer informações, muitas delas desconhecidas da humanidade atual. Todo o atual conhecimento vem dos gregos e romanos e eles não sabiam profundamente destas coisas. Eles são como meninos diante dos nossos conhecimentos mais antigos. Do atlantes sobraram algumas linguas como o avesta e o sânscrito que deram origem a várias linguas atuais. Os brâmanes (Abraãos) eram os guardiães dos Vedas em seu sentido mais profundo, inclusive monoteista. Do meio deles saiam os sacerdotes do Altíssimo. Lembrem-se que Abraão encontrou-se com Melquisedeque, um sacerdote do Altíssimo, sem genealogia alguma, uma espécie de Filho de Deus na Terra, por aí vocês já começam a perceber a presença bramânica naquela região, pois eles tinham o costume de se deslocar periodicamente. Melquisedeque com certeza finalizou com sua benção a iniciação de Abraão. É comum referir-se que o povo de Abraão era idólatra. Isto é fácil de se explicar. Os brâmanes, também chamados Rishis eram descendentes dos atlantes que se instalaram na Pérsia (hoje Irã, é bom lembrarmos que daí surgiu Zoroastro, que fundou o zoorastrismo ou mazdeismo, com muita influência também nas religiões judaicas-cristãs-islâmicas, etc), assim como se estabeleceram também na Índia, Vale dos Indus, Himalaia e cadeia de Vinddhyã. Estes brâmanes eram monoteistas e conheciam as manifestações das forças divinas, hoje mais facil de se compreender se estudarmos a física einsteniana juntamente com a física quântica, a teoria das cordas; o Tao da Física de Fritijof Capra, assim como Ponto de Mutação; as idéias de Deepack Chopra ou mesmo se nos reportarmos à Cabala Hebraica ou aos Padres de Alexandria, como por exemplo Plotino. Para aqueles povos mais atrasados, estas manifestações se transformaram em poderes de idolatria o que infundiu em quase todo o mundo, desde o oriente, oriente médio, Egito, Grécia e Roma.
Nestas viagem de nosso Pai Abraão (nossos pais brâmanes conhecedores dos antigos mistérios do Altíssimo) eles levaram suas idéias para diversas partes do mundo, mas em cada comunidade que apareciam, estavam sujeitos à leitura e cultura locais, daí vem as derivações literais e mitos populares. Foram estes povos que escreveram estas histórias centenas de séculos depois. É importante que tenhamos uma mente aberta e livre, para podermos apreender o que está acima da narração mítica e popular. Para os antigos brâmanes, o Deus Supremo era BRAHMAN, que criara PURUSHA, o Homem Cósmico que deu origem a Brahman, o Criador, Vishinu, o Conservador e Shiva, o Destruidor. Para os povos mais atrasados, estes atributos do Eterno se transformaram em deuses, divindades e foram se desdobrando em inúmeras outras divindades. Eles não tinham intelecto capaz de compreender o jogo ascendente e descendente da árvore sephirótica de Malckuth até Kheter e além ao mundo de Ein Soft. O que nós podemos compreender aí é que a partir de Brahaman, o que se processa são leis e energias oriundas do próprio Deus. Quem conhece a Kabala Hebraica sabe que o Eterno criou Adom Kadmon, o Homem Cósmico Primordial, portanto tanta semelhança, não pode ser pura coincidência. Nós somos partículas deste Homem Cósmico Primordial criado pelo Altíssimo, deste Adom Kadmon ou Purusha. Você apanha o primeiro livro do Torah, Bereshit, ou Gênesis, na primeira folha e verá escrito: "façamos o homem conforme nossa imagem e nossa semelhança e domine sobre os peixes, etc... e criou Deus o homem à sua imagem, macho e fêmea os criou. Devo relembrar que estes livros foram escritos a partir do século VIII a.C., ou seja recompilados de tradições orais 600 anos após Moisés, sob uma cultura grega, impregnada dos mistérios orfeicos(de qualquer forma, estes mistérios tinham fundo monoteista).. Na página seguinte é que Deus cria o jardim do Édem e cria um outro homem retirado do pó (átomo) e soprado em suas narinas o fôlego da vida. Este homem já trazia consigo o feminino (Eva) que foi retirado de suas costelas (forma alegórica de explicação da divisão de sexos). Cada um de nós somos um átomo que se desprendeu de uma caída cíclica do Admon Kadmon, primeiro homem, ou Purusha, criado à imagem e semelhança divina, mas cujo maior e único objetivo é voltarmos a fazer parte deste grande corpo divino, no regresso à Casa Paterna.
Antes do desaparecimento da Atlântida vários iniciados se transladaram para diversas partes do planeta para levar consigo as sementes dos conhecimentos mais profundos e sagrados. Noé foi um destes iniciados. Não cabe aqui neste artigo tratar sobre a Atlântida, mas prometo em outro artigo trazer informações, muitas delas desconhecidas da humanidade atual. Todo o atual conhecimento vem dos gregos e romanos e eles não sabiam profundamente destas coisas. Eles são como meninos diante dos nossos conhecimentos mais antigos. Do atlantes sobraram algumas linguas como o avesta e o sânscrito que deram origem a várias linguas atuais. Os brâmanes (Abraãos) eram os guardiães dos Vedas em seu sentido mais profundo, inclusive monoteista. Do meio deles saiam os sacerdotes do Altíssimo. Lembrem-se que Abraão encontrou-se com Melquisedeque, um sacerdote do Altíssimo, sem genealogia alguma, uma espécie de Filho de Deus na Terra, por aí vocês já começam a perceber a presença bramânica naquela região, pois eles tinham o costume de se deslocar periodicamente. Melquisedeque com certeza finalizou com sua benção a iniciação de Abraão. É comum referir-se que o povo de Abraão era idólatra. Isto é fácil de se explicar. Os brâmanes, também chamados Rishis eram descendentes dos atlantes que se instalaram na Pérsia (hoje Irã, é bom lembrarmos que daí surgiu Zoroastro, que fundou o zoorastrismo ou mazdeismo, com muita influência também nas religiões judaicas-cristãs-islâmicas, etc), assim como se estabeleceram também na Índia, Vale dos Indus, Himalaia e cadeia de Vinddhyã. Estes brâmanes eram monoteistas e conheciam as manifestações das forças divinas, hoje mais facil de se compreender se estudarmos a física einsteniana juntamente com a física quântica, a teoria das cordas; o Tao da Física de Fritijof Capra, assim como Ponto de Mutação; as idéias de Deepack Chopra ou mesmo se nos reportarmos à Cabala Hebraica ou aos Padres de Alexandria, como por exemplo Plotino. Para aqueles povos mais atrasados, estas manifestações se transformaram em poderes de idolatria o que infundiu em quase todo o mundo, desde o oriente, oriente médio, Egito, Grécia e Roma.
Nestas viagem de nosso Pai Abraão (nossos pais brâmanes conhecedores dos antigos mistérios do Altíssimo) eles levaram suas idéias para diversas partes do mundo, mas em cada comunidade que apareciam, estavam sujeitos à leitura e cultura locais, daí vem as derivações literais e mitos populares. Foram estes povos que escreveram estas histórias centenas de séculos depois. É importante que tenhamos uma mente aberta e livre, para podermos apreender o que está acima da narração mítica e popular. Para os antigos brâmanes, o Deus Supremo era BRAHMAN, que criara PURUSHA, o Homem Cósmico que deu origem a Brahman, o Criador, Vishinu, o Conservador e Shiva, o Destruidor. Para os povos mais atrasados, estes atributos do Eterno se transformaram em deuses, divindades e foram se desdobrando em inúmeras outras divindades. Eles não tinham intelecto capaz de compreender o jogo ascendente e descendente da árvore sephirótica de Malckuth até Kheter e além ao mundo de Ein Soft. O que nós podemos compreender aí é que a partir de Brahaman, o que se processa são leis e energias oriundas do próprio Deus. Quem conhece a Kabala Hebraica sabe que o Eterno criou Adom Kadmon, o Homem Cósmico Primordial, portanto tanta semelhança, não pode ser pura coincidência. Nós somos partículas deste Homem Cósmico Primordial criado pelo Altíssimo, deste Adom Kadmon ou Purusha. Você apanha o primeiro livro do Torah, Bereshit, ou Gênesis, na primeira folha e verá escrito: "façamos o homem conforme nossa imagem e nossa semelhança e domine sobre os peixes, etc... e criou Deus o homem à sua imagem, macho e fêmea os criou. Devo relembrar que estes livros foram escritos a partir do século VIII a.C., ou seja recompilados de tradições orais 600 anos após Moisés, sob uma cultura grega, impregnada dos mistérios orfeicos(de qualquer forma, estes mistérios tinham fundo monoteista).. Na página seguinte é que Deus cria o jardim do Édem e cria um outro homem retirado do pó (átomo) e soprado em suas narinas o fôlego da vida. Este homem já trazia consigo o feminino (Eva) que foi retirado de suas costelas (forma alegórica de explicação da divisão de sexos). Cada um de nós somos um átomo que se desprendeu de uma caída cíclica do Admon Kadmon, primeiro homem, ou Purusha, criado à imagem e semelhança divina, mas cujo maior e único objetivo é voltarmos a fazer parte deste grande corpo divino, no regresso à Casa Paterna.
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